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quinta-feira, 22 de junho de 2017

PROJETO BOA VISÃO - UM TRIBUTO ÀS "DOUTORAS DO VELHO JOÃO"

Durante o recesso do mês de janeiro, recebi um e-mail da GRE-AM solicitando o nome de dois professores da nossa escola para participarem de uma reunião do Projeto Boa Visão. Sem saber do que se tratava, indiquei duas professoras que praticamente moram na escola, por conta das suas 350 horas aulas: Josenilda Albuquerque e Alessandra Feitosa. Foi este o meu principal critério, pois achei que seria mais fácil para  elas repassarem as informações para os demais colegas, nos três turnos da escola.
Depois de enviado os nomes e os dados de ambas, foi a hora de comunicá-las sobre a minha "ousadia". E como todos os colegas do Velho João são "pau pra toda obra", elas aceitaram "numa boa". E lá se foram para a reunião. Ao voltarem, nos informaram sobre a grandiosidade do PROJETO BOA VISÃO: as duas seriam responsáveis pela triagem inicial de TODOS os nossos estudantes para detectar os que tivessem necessidade de um exame de vista que seria feito posteriormente, em Garanhuns, no Mutirão da Fundação Altino Ventura/One Insiht, em parceria com o Governo de Pernambuco por meio do Projeto Boa Visão.
Após receberem as instruções de como proceder na triagem inicial, as nossas duas "Doutoras Guerreiras" deram início a uma verdadeira maratona para conciliar seus horários e todas as demandas de uma sala de aula com a triagem de quase um mil e setecentos estudantes. Inicialmente, apenas as duas, depois, à medida que o prazo ia se esgotando, outros "doutores" foram se juntando nesta tarefa: professores, funcionários, alunos e ex-alunos, inclusive, numa noite, recebemos a ajuda de uma equipe de profissionais da área, numa parceria com a Secretaria Municipal de Saúde. E haja trabalho para todos! Ao todo, foram encaminhados da nossa escola 458 estudantes que necessitavam de atendimento oftálmico. Devido à demanda, a nossa escola foi contemplada para este mutirão com 250 exames, e, de acordo com as informações dadas pela GRE-AM, os outros 208 serão atendidos posteriormente pela UPAE. 
Desde então, estudantes, familiares e toda a equipe do Velho João aguardamos ansiosamente o dia dos exames deste primeiro grupo selecionado, que, enfim chegou: na terça-feira, 20 de junho, nossos primeiros cinquenta jovens foram para Garanhuns fazer seus exames e no dia seguinte os outros duzentos. 
E toda a escola se preparou para esta "mega operação", afinal de contas, sair numa viagem de quase 90 km, dois dias seguidos com a incumbência de levar e trazer, sãs e salvos, adolescentes é uma responsabilidade muito grande, mesmo que tenham sido divididos em dois grupos, mesmo que tenham viajado em ônibus confortáveis, mesmo que em cada ônibus fosse um professor responsável, mesmo que os motoristas fossem capacitados, mesmo que houvesse as listas de frequência, mesmo que as nossas "meninas da cozinha" tenham feito uma merenda especial, mesmo que... É muita tensão. Mas, enfim, tudo deu certo. 
Hoje, temos a sensação do "dever cumprido", temos a alegria de vermos os nossos estudantes sendo encaminhados para tratamentos mais sérios ou apenas terem óculos que irão facilitar a sua vida. E uma satisfação ainda maior de termos conseguido - graças à lembrança do professor Roberto Malta e do empenho de Evaneide (GRE-AM) - o atendimento a dois ex-alunos, que perderam a visão de um olho quando criança e que não tiveram condições financeiras de fazer tratamento e nem têm condições de colocar uma prótese: Carlos Daniel e Iara Ferreira.
E digo a todos, sem sombra de dúvidas: Josenilda Albuquerque e Alessandra Feitosa, não poderia ter feito escolha mais acertada. Vocês foram incríveis durante todo o processo desde o primeiro momento: a dedicação, o cuidado e o zelo que vocês tiveram (têm) pelos nossos estudantes me faz pensar se de fato a minha escolha foi assim tão por acaso ou se não foi uma conspiração divina: a espiritualidade tem dessas coisas, nos intuem às melhores escolhas, basta acreditar. E eu acredito!
Que Deus abençoe a todos os que se envolveram em mais esta tarefa humanitária, especialmente as nossas "DOUTORAS JOSENILDA ALBUQUERQUE e ALESSANDRA FEITOSA".
VALEU, MENINAS!!!!
JOSENILDA

ALESSANDRA 



EQUIPE GRE-AM PROJETO BOA VISÃO:





NOSSOS ESTUDANTES:






















MAIS INFORMAÇÕES:

http://portal.saude.pe.gov.br/programa/secretaria-executiva-de-atencao-saude/projeto-boa-visao

http://gre-garanhuns.blogspot.com.br/2017/06/gre-do-agreste-meridional-se-prepara.html

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

CARTA ABERTA À POPULAÇÃO AGUASBELENSE.


Ao longo da minha vida, quantas vezes eu ouvi que Águas Belas era o "c.. do mundo" e "não fazia parte do Brasil", eu ficava triste por esta forma pejorativa de designar a cidade na qual tantas histórias vivi. Entretanto, hoje entendo o porquê de algumas pessoas falarem dessa forma desta cidade.
Em todo o país estamos vendo diariamente pessoas envolvidas em atos de corrupção sendo punidas: altos empresários, políticos e autoridades importantes de nosso país. E aqui, em Águas Belas, o que temos? O descaso, a impunidade e a perseguição. O descaso dos governantes com a população. A impunidade que reina. E a perseguição aos que “ousam” falar ou exigir os seus direitos.
Por isso temos que conviver com a realidade de uma prefeitura que recebeu mais de 15 milhões no mês de dezembro, que deixou obras inacabadas, não deixou dinheiro em caixa e DEIXOU DIVERSOS TRABALHADORES E APOSENTADOS COM SEUS SALÁRIOS ATRASADOS e nada sofrerá, não terá nenhuma punição? E o pior: todos sabem: poder legislativo, poder judiciário, sindicatos, órgãos de comunicação, igrejas, enfim, toda a população e todos fingem não saber. Aonde está a tão famosa LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL? Aonde está o espírito de solidariedade e de companheirismo dos servidores públicos? Só os que "foram escolhidos neste sorteio macabro" é que devem "tomar as dores"?
Que tipo de alienação é essa que deixa "mudos" todos os que "se diziam esclarecidos e por isso estavam sempre em defesa da classe operária em governos anteriores"?
Por que decidi sair da minha inércia e falar? Porque as lágrimas sentidas de uma colega aposentada que está com 03 meses de salário atrasado me fizeram sentir a dor dela em mim.
Dividir uma miséria de um salário ridículo que se paga a professores em 36 meses é uma solução decente? É uma solução digna? Ficar planejando a viagem para curtir o carnaval enquanto sabe-se que os colegas estão com salários atrasados é uma atitude solidária? Deixar que somente aqueles que estão com salários atrasados lutem pelos seus direitos é ter sentimento de profissional sindicalizado? Nada mais sei, mas muito me entristeço com todos os que estão se omitindo diante da dor dos colegas: A MINHA CLASSE, A MAIORIA DAS AUTORIDADES MUNICIPAIS, O ATUAL GESTOR E TODOS OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS MUNICIPAIS.
Resta apenas esperar que Águas Belas “passe a fazer parte do Brasil” e um dia a justiça dos homens comece a ser feita aqui também, porque A JUSTIÇA DIVINA, esta com certeza, SERÁ FEITA. Assim espero!
PS. APENAS À TÍTULO DE INFORMAÇÃO: NÃO SOU FUNCIONÁRIA PÚBLICA MUNICIPAL.

PS 2: CONSULTEM O PORTAL DA TRANSPARÊNCIA. http://www.portaldatransparencia.gov.br/

sábado, 30 de julho de 2016

Vamos visualizar e torcer pelo Quinteto Oitavado!!!

A Escola João Rodrigues Cardoso se inscreveu no X FESTIVAL DE MÚSICA NA ESCOLA - COEP 2016 - Rede Nacional de Mobilização Social. De acordo com a divulgação feita pelo próprio COEP "o festival visa mobilizar, por meio da música, jovens dos ensinos fundamental e médio da rede pública de ensino, para a elevação da cidadania e inclusão social, propiciando integração, crescimento, trabalho em equipe e revelação de valores artísticos." 
A inscrição foi feita pela atual Equipe Gestora e pelo professor Robson Rayan, que vem sendo o coordenador dos estudantes durante todo o processo de criação e composição da música que está concorrendo: melodia e letra, ambas inéditas e de autoria do grupo Quinteto Oitavado, formado pelos estudantes: BRUNO GABRIEL (2º ANO D), ELIAS COELHO (3º ANO B), LARISSA FERNANDES (2º ANO D), PEDRO PAULO (3º ANO B) e RHAYSSA MATIAS (1º ANO A),
Um dos requisitos do regulamento para a composição das músicas concorrentes é que elas devem ser inspiradas no tema do 8º objetivo do milênio que é “Todo Mundo Trabalhando pelo Desenvolvimento”.  Além de enviar a letra da música, cujo título é Perfeita União, o professor Robson e os estudantes tiveram que ensaiar, gravar em estúdio, fazer um vídeo durante a gravação, editar e enviar para o COEP. Decorrido o prazo regulamentar, o vídeo foi postado no You Tube e está sendo divulgado nas redes sociais. De acordo com o professor Robson "É só divulgação por enquanto, mas ajuda as visualizações". 
O Festival será realizado no Teatro Guararapes, no Centro de Convenções de Pernambuco, no dia 12 de agosto, às 13h, em comemoração ao Dia do Estudante. Os três primeiros colocados serão premiados com instrumentos musicais fornecidos pelas associadas do COEP-PE e medalhas de classificação. As Escolas ganhadoras receberão troféus e serão sorteados brindes entre os participantes, e certificados de participação e medalhas para todos os participantes e escolas.
Vamos visualizar e torcer pelo Quinteto Oitavado!!!
Acesse o link, assista o vídeo, curta e divulgue em suas redes sociais.

https://www.youtube.com/watch?v=QIjT3GjmDZM&feature=share

BRUNO GABRIEL

ELIAS COELHO

LARISSA FERNANDES

PEDRO PAULO

RHAYSSA MATIAS

PROF. ROBSON RAYAN

quarta-feira, 18 de março de 2015

DE QUE É FEITO UM PROFESSOR?

Há os que pensam que de máquinas, parafusos, chips, peças eletrônicas/robotizadas/computadorizadas, revestindo uma massa encefálica desprovida de sentimentos, necessidades, sonhos... 
E POR ISSO DEVEM APENAS TRABALHAR E NUNCA RECLAMAR!
Há os que imaginam que apenas de leituras, conhecimentos, estudos, vida acadêmica, desprovida de qualquer outra necessidade a não ser a “fome compulsiva” por livros, cursos, materiais didáticos, diplomas... 
E POR ISSO DEVEM APENAS TRABALHAR E NUNCA QUESTIONAR!
Há os que pensam que de algum material obsoleto, “careta”, anacrônico, visto que é uma classe que teima em falar sobre coisas ultrapassadas: respeito, dignidade, ética, crescimento intelectual... 
E POR ISSO DEVEM APENAS TRABALHAR E NUNCA PARTICIPAR!
Há os que pensam que do mesmo material do qual foram feitos os nossos antepassados – os escravos: de servilismo, de humildade e aceitação do chicote de todos os algozes... 
E POR ISSO DEVEM APENAS TRABALHAR E TUDO AGUENTAR!
Há os que acham que de algum material inferior e por isso nem se dão ao trabalho de notar esta classe, pois a seu ver, importância não tem, nem utilidade prática, visto que facilmente encontram em qualquer site de busca, todo e qualquer assunto que queiram... 
E POR ISSO NÃO DEVEM TRABALHAR!
Mas afinal, de que é feito um professor?
De sonhos, de esperança, de trabalho, de estudos, de dignidade, de amor à profissão, aos alunos, aos livros. Mas também de dores, de angústias, de incertezas, de revoltas, de mágoas, de questionamentos, de reclamações e de uma carga horária extenuante que não lhe permite conviver com a própria família, em seu lar. 
E POR ISSO DEVEM TRABALHAR, RECLAMAR, QUESTIONAR, PARTICIPAR E NUNCA, NUNCA MESMO, AGUENTAR MAIS DO QUE SE PERMITIRIA UM SER HUMANO QUE EXERCESSE QUALQUER OUTRA PROFISSÃO!!!

UM PROFESSOR DEVE SER RESPEITADO!!!

domingo, 6 de julho de 2014

CATEGORIA que se UNE NA LUTA obtém o RESPEITO de todos!

Ano passado, nós, professores da rede estadual da EJRC, passamos por um longo e doloroso processo de luta contra a Municipalização e doação do prédio de nossa escola. Ao termos conhecimento deste fato, fomos à luta, "arregaçamos as mangas" e buscamos ajuda aonde nos foi possível chegar. Obtivemos muitos apoios importantes para a nossa luta: alunos, pais, comunidade, políticos, diversos profissionais de todas as áreas e diversos colegas professores, tanto da rede pública, quanto da rede particular.
Entretanto, vimos vários colegas fingirem não entender e até torcerem a cara para a nossa luta. O que é estranho, pois tratava-se da luta de uma categoria contra um grupo de opressores. Não era uma luta política partidária, mas algumas pessoas, tentando justificar a sua inércia e falta de adesão à nossa luta, chegaram a usar esta desculpa, espalhando-a aos quatro cantos sem muito sucesso.
Graças à luta travada por todos nós, obtivemos sucesso e estamos tendo um ano tranquilo, o que não nos impedirá de voltarmos a lutar todas as vezes que se fizer necessário.
Nos últimos dias, venho acompanhando a luta dos professores da rede municipal aqui de Águas Belas, através de conversas e de leituras das postagens nos blogs e nas redes sociais. E, sempre que leio algo interessante, compartilho em minhas redes sociais, como forma de dar apoio aos meus colegas de profissão. E decidi que meu apoio ficaria por aí.
Entretanto, algo me fez repensar esta minha postura, pois lembrei-me que quando fiz parte do grupo que lutava em defesa da EJRC, a cada novo apoio que recebíamos, nosso grupo se fortalecia e continuava com mais força e fé na vitória. Além disso, para nós, a indiferença de nossos colegas para com a nossa luta era algo inconcebível, que nos fazia sofrer, mas tentamos entendê-los, pois cada um deve lutar por aquilo que acredita. E os respeitamos. Até a hora em que alguns colegas professores se posicionaram contra a nossa luta, inclusive colegas da rede municipal, e nós sofremos mais ainda por isso.
Hoje, analisando a luta dos meus colegas da rede municipal, eu os vejo passando por isto também: a falta de adesão de toda a categoria a favor de uma luta por respeito e pela garantia de direitos já adquiridos. Vejo colegas de profissão fingindo não entender a luta, distorcendo as razões, se omitindo, alegando diversos motivos ou simplesmente sem alegar nada: sem justificativas e sem explicações. Como uma forma de menosprezar mais ainda o grupo que está a frente da luta pelos direitos que serão para toda a categoria. Vejo um grupo de jovens professores, idealistas, que estão se expondo, ao se apresentarem para a luta contra um sistema opressor, que em nada difere de outros sistemas implantados em outras cidades e em outros estados, pois a Educação não é prioridade em nosso país, nem em nosso estado, nem em nosso município.
Entre estes jovens professores idealistas, há vários ex-alunos meus, o que me alegra, pois percebo que algo de mim ficou neles: a vontade e a força de lutar por aquilo que acreditamos, sem medo dos opressores ou das possíveis perseguições. Sempre em busca de justiça e não de benesses particulares; pensando no coletivo, na categoria e não em seus próprios umbigos ou em "carguinhos" e "funções" comissionadas que são fugazes, a não ser para aqueles cuja vontade de se darem bem é tanta, que acabam se perpetuando neles, mudando de "lado" a cada troca de governo.
Por isso, por acreditar que NÓS PROFESSORES somos uma CATEGORIA que precisa se UNIR para MELHORAR A EDUCAÇÃO em NOSSO PAÍS é que APOIO a LUTA DOS PROFESSORES MUNICIPAIS DE ÁGUAS BELAS a FAVOR DO RESPEITO AOS DIREITOS DA CLASSE e CONTRA TODA FORMA DE REPRESSÃO e/ou PERSEGUIÇÃO AOS PROFESSORES QUE ESTÃO FAZENDO PARTE DESTAS MANIFESTAÇÕES PACÍFICAS EM PROL DE TODOS QUE COMPÕEM A CATEGORIA.
CATEGORIA que se UNE NA LUTA obtém o RESPEITO de todos!
CADA UM LUTA POR AQUILO QUE ACREDITA OU POR AQUILO QUE É PAGO PRA ACREDITAR! 
Pensem nisso, colegas!

terça-feira, 24 de junho de 2014

Sonhando com uma Pasárgada

Na edição de maio deste ano da Revista Casa Claudia, ao me deparar com uma reportagem que parecia ter sido escrita para mim, sobre uma casa, que bem poderia ser minha, eu me encantei. E, ainda embalada pelas imagens poéticas daquela casa, cuja dona eu não conhecia, mas cujos gostos se aproximavam demais do meu, eu escrevi para a Revista Casa Claudia, expondo os meus sentimentos daquele momento.
Qual não foi a minha surpresa ao receber um e-mail resposta do editor chefe desta revista, o próprio Pedro Ariel, que agradecia e elogiava o meu texto ao mesmo tempo em que comunicava que iria publicá-lo na edição de junho. Ao lhe responder, disse-lhe da minha admiração pela forma como ele escrevia e que seus elogios me envaideciam demais e ficaria aguardando ansiosa a publicação seguinte.
Nunca a minha revista de assinante demorou tanto a chegar, parecia interminável o tempo da espera, mas enfim chegou e decidi dividir cm vocês este "pequeno momento de glória" que vivi ao ver partes do meu texto publicado numa revista da qual sou fã e colecionadora, na qual sempre encontro as Pasárgadas que necessito para recarregar meus sonhos e continuar sendo feliz em um cotidiano de professora: cheio de tarefas, estudos e afazeres.



sexta-feira, 16 de maio de 2014

Fugir pra Pasárgada seria a solução?

Conviver com jovens e adolescentes todos os dias, faz com que nos renovemos a cada instante, pois sempre temos algo a aprender com eles e com o mundo que é só deles, com coisas que só eles entendem e com suas formas de pensar tão diferentes das minhas quando tive a idade deles.
Para eles, inclusive, nós professores nascemos "quarentões", nunca tivemos a idade deles, nunca passamos pelo que eles passam. Já nascemos assim: seres maduros, assexuados e que temos o dever de sempre o compreendermos e seguirmos no ritmo deles: intenso para aquilo que lhes interessa e moroso, quando trata-se de coisas que eles consideram "supérfluas", como estudar, por exemplo.
Todos os dias, além de preparar aulas, exercícios, atividades, textos e tudo o mais para vivenciar os conteúdos em sala de aula, tenho também que elaborar "discursos motivacionais", usando psicologia, religiosidade, afetividade, chantagem e tudo o mais que eu possa "apelar" para que eles se interessem pelo que eu irei trabalhar em minhas aulas.
E tudo isto cansa, desgasta e me dá um sentimento de impotência e de incompetência diante dos resultados obtidos nas provas bimestrais. Nada valeu! Nem as explicações, nem os materiais elaborados, nem os estudos solicitados e muito menos a "lenga-lenga motivacional". 
O que fazer então?
Continuar fingindo que tudo está bem? Continuar insistindo numa prática cujos resultados deixam muito a desejar? Fugir pra "Pasárgada"? 
Não sei.
Só sei que pela primeira vez, em mais de 21 anos de profissão, sinto que, se eu pudesse, deixaria de ser professora. Sairia de vez da educação sem nenhum remorso. Começaria do zero: outra faculdade, outra profissão, outra vida.
Em que isso resolveria os problemas detectados por mim em meus alunos? Em nada. Eles todos continuariam lá, entretanto, eu poderia estar abrindo espaço para outras mentes mais jovens ocuparem o meu lugar e, quem sabe, de jovem para jovem, as soluções não surgissem?
Contudo, como nunca tive vocação para "avestruz", não me esconderei, não "fugirei para Pasárgada" ou para qualquer outro lugar, imaginário ou não, ficarei e tentarei me renovar a partir dos meus alunos e da juventude deles. 
Decisão tomada, resta colocar em prática. Só preciso descobrir como. 




sábado, 15 de fevereiro de 2014

Ano novo, postagem nova, vida nova no Velho João

Fim de ano são tantos os compromissos e tantas as obrigações para nós professores num encerramento de ano letivo, que não tive tempo de fazer nenhuma nova postagem. E foram tantas coisas legais que a EJRC vivenciou em seus últimos dias de 2013 que faz-se necessário iniciar este ano letivo relembrando algumas destas vivências. 
Dentre elas,  destaco os três melhores momentos destas confraternizações que participei: a festa promovida pela galera do Grêmio Estudantil Profª Karla Bion, que foi o Baile à Fantasia "Adeus às Aulas"; a confraternização no "Sítio de Manoel" dos funcionários e professores, durante um dia inteiro, embalada por boa música, a cargo de Fabiano Teixeira, professor da escola, Chico Marx, ex-aluno da EJRC e músico profissional em férias na cidade, Paulinho, filho e sobrinho de ex-professoras da EJRC, e, de quebra, Kimim, sobrinho de Paulinho e, por último, destaco as festinhas de despedidas dos meus queridíssimos sobrinhos das 8ªs séries A e B, e dos meus sobrinhos e pré-universitários das quatro turmas de 3º Ensino Médio, turmas A, B, C e D.
E, depois de um ano longo e cansativo, cheios de "altos e baixos", chegamos ao dia do encerramento letivo: sem mais diários, nem aulas, nem atividades para elaborar ou corrigir, nem planejamentos, nem trabalhos, nem nada. 
E veio a vontade de fazer tudo o que não pude fazer durante o ano inteiro, por conta da carga horária puxada, por conta de todas as obrigações: e eu me dediquei ao ócio e aos pequenos prazeres do dia-a-dia: fiz bolos e outros quitutes para promover encontros aqui em casa apenas para jogar conversa fora, comer, bebericar; terminei de ler os três livros começados; vi muitos filmes em companhia de pessoas ou de uma enooorme bacia de pipocas; fiquei mais em companhia de meus pais; mudei coisas na decoração de minha casa; viajei; curti pessoas e lugares e fui adiando o dia em que voltaria a escrever em meu companheiro de lutas e amigo dos meus desabafos e assim, quando me dei conta, o mês de janeiro também havia acabado e já estava novamente às voltas com cargas horárias, turmas, horários e tudo o mais que faz parte da rotina escolar.
Novos cadernos, nova agenda, novas turmas, novos alunos, possíveis "sobrinhos" e o reencontro com o Velho João e sua rotina, que por vezes me cansa. Enfim, voltei a ser "Tia Cida" e comecei a sentir falta, primeiro dos meus ex-alunos, os quais me pego a procurá-los pelos corredores, e só me deparo com tantos rostos novos, depois senti falta de me comunicar, de me expor novamente. E voltei a ser "blogueira". 
E "tamos aí", galera: ano novo, postagem nova, vida nova no Velho João. Rumo aos 21 anos aqui como professora. Que em 2014 Deus me faça tão forte quanto me fez em 2013!!  



sexta-feira, 1 de novembro de 2013

CARTA ABERTA AO SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE PERNAMBUCO.

Sr. Ricardo Dantas,
Quando em 1993 passei no primeiro concurso público para ser professora da Rede Estadual de Pernambuco, senti-me feliz, afinal, através dos meus méritos eu havia conquistado um emprego público que me garantiria a tão sonhada estabilidade que um pobre busca para a sua vida; a certeza de que teria meios para ser uma mulher independente financeiramente, com direito a uma aposentadoria razoável e tranquila quando a idade chegasse.
Por incentivo dos meus familiares, em 1996 fiz um segundo concurso público e passei. Eu era jovem, ágil e senti que daria conta da dupla jornada de trabalho que 350 aulas impõem a uma professora. Jovem, idealista e mãe principiante, tomei gosto pela educação e, apesar de nunca ter me considerado uma            professora excelente, sempre tive o carinho e o reconhecimento dos meus alunos ao longo desses vinte anos e cinco meses que estive exercendo esta missão.
Passei por vários governantes estaduais e municipais, ou teriam sido eles que passaram por mim? E por todos esses anos, nunca tive a sensação do reconhecimento da nossa categoria por nenhum deles; nunca tive o prazer de sentir que a EDUCAÇÃO era prioridade em seus governos; nunca os vi tratar a minha categoria com o respeito que nos é merecido, contudo, nenhum deles, nos tratou com o descaso e o desrespeito que este senhor, que hora administra o estado de Pernambuco, vem nos tratando.
Há momentos em que eu tenho dúvidas se sou uma professora ou se sou um número, uma estatística, ou um ponto que liga um outro ponto numa tabela numérica. Em outros momentos, sinto-me como um elástico esticado ao máximo que a qualquer momento irá romper-se. Há uma sobrecarga de cobranças por números, por quantidades com a única função de aumentar índices e mais números e mais gráficos estatísticos.
Qualidade? Alguém aí em sua equipe conhece o significado desta palavra? Qualidade de vida dos professores, então, é algo de total desconhecimento por parte do senhor e de todos com os quais o senhor trabalha. Ah, desculpa, eu esqueci que o senhor acha que nós, professores, não temos direito a “ter vida após as aulas”. Então, consequentemente, não precisaremos de qualidade.
Sinto saudade hoje de todos os governantes que antecederam o atual Governo do Estado; por que eles foram bons para a Educação? Por que eles souberam valorizar a categoria dos professores? Por que eles estruturaram as escolas? Por que eles buscaram a qualidade na educação antes da quantidade, dos percentuais e dos dados numéricos?
NÃO e SIM, pois hoje reconheço que cada um deles deu pequenas, quase ínfimas, contribuições com alguns desses itens.
Entretanto, a falta que eu sinto é da sensação de segurança que eu tinha enquanto funcionária da Rede Estadual de Pernambuco e professora LOTADA NA ESCOLA JOÃO RODRIGUES CARDOSO, escola aonde eu trabalharia até o dia da minha aposentadoria. Escola na qual iniciei a minha “vida acadêmica” e cursei os meus primeiros oito anos de ensino e da qual saí em lágrimas, pois ainda não havia sido implantado nela o Ensino Médio, na época denominado “2º Grau”.
Sabe o senhor o que representa para uma pessoa pobre, mãe de dois filhos adolescentes, que aos 45 anos de idade se depara com a insegurança de não saber aonde irá trabalhar a partir do ano de 2014?
Sabe o senhor o que significa para uma professora passar por este desgaste emocional e físico em pleno fim de ano letivo, quando já está com o organismo demonstrando todo o cansaço de um ano de trabalho árduo? Sabe o senhor o que é de fato uma sala de aula de uma escola pública? Sabe o senhor o que é ter 15 aulas em plena sexta feira?
Penso que não, pois se soubesse não estaria tão determinado a nos tirar o tão pouco que temos: A NOSSA ESTABILIDADE DE SABER QUE A NOSSA ESCOLA É SÓLIDA, PERTENCE À REDE ESTADUAL E IRÁ PERMANECER NELA.
Meu caro senhor, a vida de uma professora da Rede Estadual de Pernambuco atualmente já é tão massacrante, por que então querer piorar ainda mais a nossa vida?
Poderes são passageiros, assim como os cargos, ano que vem é ano em que as posições podem se inverter, afinal, como disse certa vez um político famoso do nosso estado “a política é como uma roda gigante, um dia um grupo político está em cima, no outro a roda gira” e a alternância de poder faz-se necessário para que a democracia se fortaleça. Então, para que mudar tão drasticamente a vida de tantas pessoas, se em 2014, poderá o senhor nem estar mais ocupando este cargo que hoje ocupa? E, sem desmerecer os seus méritos, ouso dizer, que não foi conseguido através de concurso público.
Então, nobre senhor, repense sua posição em relação à criação deste famigerado Projeto de Lei para regulamentar um processo em andamento, diga-se de passagem, um processo de municipalização que se mostrou desastroso nas cidades e escolas nas quais foi implantado, fato que ficou claro e evidente em todos os depoimentos prestados durante a Audiência Pública sobre Municipalização na ALEPE (29 de outubro).
Se isto o fizer sentir-se melhor, veja isto não como uma afronta e sim como algo "positivo" para o governo para o qual o senhor trabalha, pois afinal, mesmo com todos os problemas que a Educação da Rede Estadual de Pernambuco apresenta após sete anos de um governo infeliz, NÓS, QUE DE FATO FAZEMOS A EDUCAÇÃO neste Estado ousamos QUERER PERMANECER FAZENDO PARTE DESTA REDE.
                POR TUDO ISSO, PEÇO-LHE ENCARECIDAMENTE, MEU NOBRE SENHOR:


DIGA NÃO À MUNICIPALIZAÇÃO DA ESCOLA JOÃO RODRIGUES CARDOSO PELO BEM DE TODOS!

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Da difícil arte de ser professor em Pernambuco

Ser professor atualmente no Brasil é uma missão por demais sofrida: tem-se a mesma graduação de um advogado, de um médico, de um engenheiro, enfim, o tempo e o tipo de formação é o mesmo, entretanto, a estes é dado o título de "doutor", sem que para isso eles tenham que defender tese diante de uma banca, e, junto com este pomposo título de "doutor", vem todas as demais "regalias sociais" que lhes são conferidas: salários altos, prestígio, carga horária "compatível com um ser humano", poder aquisitivo para realizar os "sonhos de consumo", enfim, uma vida mais digna, sem tantas injustiças, bem diferente da vida de um professor.
Ser professor em Pernambuco, então, é pior ainda, pois tem-se que aturar os desmandos de um governo "pseudo socialista", cujas metas educacionais restringem-se aos números: a quantidade importa mais que a qualidade. E ainda posa de "bom moço" em rede nacional.
Então, o que se pode dizer hoje, Dia do Professor, sobre esta difícil missão?
Pode-se dizer que, apesar de todos os martírios e perseguições cotidianas que cada professor da rede estadual sofre a cada dia em Pernambuco, ainda há a esperança que um dia as coisas todas melhorarão e, enquanto isto não ocorre, projetos são vivenciados pelas escolas; alunos aprendem com ações concretas; novos cidadãos são formados; novos jovens seguem em suas carreiras acadêmicas, nas universidades, nos seminários; enfim, professores pernambucanos conseguem, apesar de tudo, exercer com ética e compromisso a sua profissão.
Por tudo isso, é que hoje Dia do Professor, presto a minha homenagem a todos aqueles que fazem partem da "elite cultural" do nosso país e que, entretanto não têm o merecido reconhecimento social: a todos aqueles que são parte da Educação brasileira e, em especial, aqueles que são professores em Pernambuco: PARABÉNS, GUERREIROS, NÃO ESQUEÇAM NUNCA DA FORÇA QUE ESTA PROFISSÃO TEM, QUANDO TODOS SE UNEM EM PROL DE UM MESMO IDEAL.
SEJAMOS A FORÇA DA MUDANÇA! 
SEJAMOS O CIDADÃO DE FATO E NÃO SOMENTE O MESTRE QUE FORMA OS CIDADÃOS E QUE É ESPEZINHADO POR UM SISTEMA OPRESSOR!



terça-feira, 2 de julho de 2013

Da difícil tarefa de ser professora/blogueira

Após 33 dias distante, eis-me aqui.
Tantas coisas mudaram durante este tempo em minha vida, em minha família, em minha escola, em minha cidade, no Brasil, no mundo.... 
O bom da vida é justante estas constantes mudanças que nos acometem e que nos fazem entender um pouco a fugacidade do tempo e a importância de bem sabermos administrá-lo.
O tempo para todos os profissionais é algo claramente dividido: momentos de trabalhar, momentos de folgar. Para nós professores, entretanto, esta divisão é algo nem sempre bem definida (e que me perdoem os meus colegas das outras áreas) e se a disciplina ensinada for Língua Portuguesa, aí então é que não se tem tempo para mais nada. Há apenas trabalho. E quando, por alguma razão, motivo, causa ou circunstância, o professor de LP se aventura a querer fazer algo apenas para o seu bel prazer, nem sempre consegue conciliar, ou quando consegue, fica-lhe um gosto amargo de remorso na boca, pois lhe "pesa na consciência" ao pensar: "poderia estar corrigindo as redações dos meus alunos" ou "preciso encontrar uma charge cujo tema central seja o mesmo que o deste editorial" ou pior: "ainda não lancei no SIEPE a frequência desta semana dos meus alunos",  enfim, uma culpa que teima em nos perseguir.
Se aventurar a ter um blog então, é algo quase que inconcebível, pois se pensarmos que trata-se de um suporte para textos diversos, destinados a públicos diversos, cujas produções devem ser regulares e periódicas, já é suficiente para nos afastar de tamanha pretensão!
Entretanto, mesmo sendo sabedora de tudo isto, decidi um dia me aventurar a ser blogueira, visto que, das três coisas (ditas por alguém) que fazem um ser humano feliz, faltava-me apenas uma delas: escrever um livro. Filhos? Já os tive. Árvores? Já as plantei. E o livro? Ah, o livro, quem sabe um dia?  Por hora administrar meu tempo para ser blogueira já está de bom tamanho para as minhas limitações, literárias, inclusive.
Se terei leitores fiéis, que esperarão ansiosamente pelas minhas postagens, não sei. Se alguém curte o que eu escrevo, também não sei. Mas me sentirei feliz escrevendo. E isto me basta, por enquanto.
Que todos tenhamos mais tempo livres, tempo inclusive para comentarem os meus textos e as minhas postagens.
Que tempos melhores venham para mim, para minha família, para minha escola, para minha cidade, para o meu Brasil e para o mundo!!!


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

MOMENTO MÃE CORUJA

Todo professor, em final de ano letivo, costuma ficar estressado e cansado, devido à sobrecarga de atividades que o obriga a varar as noites, entrar pelas madrugadas, ou, acordar na madrugada para tentar dar conta de um sem número de provas para elaborar, corrigir, atribuir notas, enfim, é uma verdadeira via crucis.
Pois bem, cá estou eu confirmando essa regra aí: super estressada e atarefada, mal tendo tempo de comer ou de me dedicar a minha família. Porém, agora, sinto-me tentada a me afastar um pouco desse universo de tanto trabalho, para dedicar um tempinho a fazer duas das coisas que me dão imenso prazer: escrever e falar sobre os meus filhos. Corujice à parte, dedicarei esse meu tão minguado tempo para falar sobre a felicidade e o orgulho que estou sentindo por conta de mais uma "arte" do meu caçula Rafael.
Ao chegar em casa agora, cansada depois de mais uma manhã de aulas e provas, eu o encontro sorridente e feliz a minha espera para me mostrar uma homenagem que ele idealizou para a sua professora, que não direi ser a preferida dele, para não ferir os sentimentos das demais, entretanto, foi para Tia Carla Rossana que ele produziu um folheto de cordel, dedicando uma parte da sua manhã para essa tarefa.
Como ele herdou de mim a ansiedade, não teve paciência de esperar para produzir uma xilogravura que ilustraria a capa, pois, segundo ele, "perderia a graça do momento", caprichou num desenho representando a Tia Carla, pintou-o,  grampeou tudo, recortou as folhas e ficou a minha espera para me apresentar a sua obra de arte do momento. 
Sim, porque ele sempre está criando coisas novas: já escreveu três livros infantis com um super herói que ele mesmo criou, e que a mim coube a tarefa de "editar"; já pintou telas e as repintou e, a semana passada,  compôs a sua primeira melodia para flauta, com direito a letra e tudo. O que se tornou meio complicado para ele me apresentar a música, pois se ele a tocasse, não poderia cantar, e vice-versa, por isso tivemos duas "audições" da obra: a melodia na flauta e a letra cantada pela sua voz de menino adolescente.
Então, se para mim não é novidade essa veia artística do meu Rafinha, por que estou eu aqui "alardeando a minha felicidade e o meu orgulho" por essa produção dele?
Porque ele teve a sensibilidade de valorizar a professora dele, usando um tempo que poderia ser gasto com TV ou brincadeiras, demonstrando dessa forma respeito, gratidão, amor, orgulho pela professora que o acompanhou por mais de um ano. Homenageando de forma tão simples alguém que se dedicou a ele e aos demais, alguém que tal qual eu, deve estar a essa altura também estressada, cansada e sobrecarregada de atividades.
Oxalá, tivesse eu alunos com essa sensibilidade para alegrar o meu fim de ano letivo!
Valeu, Rafinha, SOU SUA FÃ NÚMERO 1. TE AMO.
PS. Não publicarei aqui o cordel, porque ele o publicará no blog dele, segue o link para quem quiser conferir depois.