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sexta-feira, 20 de março de 2015

"Onde você estiver, não se esqueça de nós"

Algumas pessoas não precisam de muito tempo para nos conquistar e nos fazer amá-los e querer tê-los sempre por perto, a tornar a nossa vida mais doce e bela. Chegam de mansinho, discretos, olhar profundo, presença suave, voz mansa, sorriso sempre meigo e vão, pouco a pouco, conquistando a todos, marcando presença e, quando nos damos conta, é como se aquela pessoa sempre tivesse estado ali.
Aos poucos, vão se transformando em "amigos de infância" de todos ao seu redor. E vão transformando as situações e vão modificando as pessoas. Transbordando de amor, fazendo amizades.
Seriam anjos? Teriam vindo ao mundo com a missão de espalhar carinho e conhecimentos, de forma sutil? Como saber? 
Foi assim que Raphael Pereira chegou ano passado, vindo do Rio de Janeiro, para estudar na turma do 2º Ensino Médio B, sorriso sempre presente, foi aos poucos conquistando amigos, se enturmando e quando finalizamos o ano letivo, tínhamos o carioca mais aguasbelense do mundo, totalmente "filho do Velho João", fez história aqui nesta escola: aceitou o desafio proposto por mim em sala de aula e criou o Blog do Segundão, para ser um lugar virtual de compartilhamento de ações e projetos vivenciados nas aulas de Língua Portuguesa. 
Entretanto, da mesma forma repentina que Raphinha chegou no Velho João ano passado, irá embora na próxima semana, de volta à cidade maravilhosa. Notícia que pegou toda a turma e eu de surpresa, pois já havia planejado diversas ações para desenvolvermos a partir do Blog Terceirão. Já estávamos tão acostumados com a sua presença, que vê-lo ir embora de volta a sua terra natal, deixando a turma agora, tão "prematuramente" será algo triste, com o qual teremos de nos acostumar. 
Restará para nós apenas a certeza que o pouco tempo em que você, Raphinha, conviveu conosco foi suficiente para nos cativar, nos fazer amá-lo e querer que você seja IMENSAMENTE feliz SEMPRE. 
"Onde você estiver, não se esqueça de nós"!!!
Vai com Deus, sobrinho querido e volte, quando puder!







quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Aniversário de uma amiga/irmã

Acredito que a cada vinda nossa para o planeta Terra, Deus nos cerca de alguns anjos que irão nos ajudar a evoluirmos, aprendendo através das vivências cotidianas. Há quem não acredite, e eu respeito, e há pessoas que nos presentearam com um estudo detalhado sobre estes temas, para que pessoas mais simples (feito eu) pudéssemos acreditar.
Pois bem, a minha família consanguínea são os meus anjos mais próximos, que me receberam, me fortaleceram e me indicaram os caminhos a trilhar. Depois vieram os anjos da família que eu constituí e, ao longo de todos estes anos, tive os anjos transvestidos de amigos e amigas, que sempre estiveram ao meu lado, me fortalecendo, ensinando-me com os seus exemplos.
É assim que eu vejo os meus amigos e amigas: anjos a me guiar, a me orientar, a me ajudar a ser solidário em todos os momentos da vida. 
Hoje foi o aniversário de um destes anjos presentes em minha vida há muito tempo, trata-se de Maria das Graças: Graça, para os mais íntimos e Gracinha para mim, apesar de sentir que ela não gosta quando eu a chamo assim. Entretanto, vez ou outra me pego usando esta nome com ela, pois me lembro de quando a conheci: uma menininha magrinha, de incríveis olhos verdes, pequena e tímida, muito tímida. 
A nossa amizade atravessou décadas, superou barreiras e se fortaleceu a cada dia.Com ela aprendi a ser mais calma, a buscar a tranquilidade que habita em mim. E hoje, venho aqui homenagear esta minha amiga-irmã, Professora Maria das Graças, pelo seu aniversário: que Deus a ilumine SEMPRE e que nossa amizade seja eterna.
Feliz Aniversário, Maria das Graças!!!

sábado, 28 de junho de 2014

Um anjo chamado Rafael

Hoje me peguei tentando lembrar como eu era no início da minha adolescência, quando eu tinha doze, treze anos, mas não consegui. Pelo menos nenhuma lembrança mais significativa, a não ser que era uma fase em que tudo me causava imensa vergonha, por conta de uma timidez crônica que me acompanhou por muitos anos. 
Por isso, hoje ao homenagear o meu filho caçula, "criado no mimo", tentarei não fazê-lo"pagar mico" expondo a galeria de fotos desde os primeiros meses. Deixarei para fazê-lo quando ele completar dezoito anos. 
O que dizer, então, de um ser tão especial, cuja chegada em minha vida foi tão marcante? O que dizer deste companheiro, que amanhã fará treze anos e que já se sente tão adulto? O que dizer para o meu Rafinha neste momento em que ele começa a trilhar por caminhos que cada vez mais o afasta da sua infância e o leva ao mundo dos adultos? 
Você é um menino-homem especial, cuja missão é fazer feliz quem de você se aproxima. Esta maneira séria, organizada e leve de encarar a vida é tão especial, filho, que em alguns momentos desconfio que sou a filha e não a sua mãe. Pois você me ensina todos os dias a ser mais organizada, mais responsável e mais adulta.
Mas hoje preciso lhe ensinar algo, filho: a vida é bela, mesmo sendo dura às vezes, por isso sempre a encare com este olhar de criança que você ainda tem e viva, simplesmente viva muito, porque você é fonte de alegria e de amor para mim e para todos nós que lhe amamos. 
Seja anjo, seja luz, seja Rafael, o meu protetor. Feliz aniversário amanhã, no próximo ano e em todos os outros inúmeros anos que virão. 
Eternize-se! 






















segunda-feira, 16 de junho de 2014

Rosi e o seu imenso amor pela vida

Há algumas décadas, quando atravessava a fase mais difícil da vida de uma pessoa, a adolescência, conheci e convivi mais de perto com uma pessoa linda, que, apesar de todas as limitações impostas pelo seu corpinho frágil, devido à poliomelite que a acometera na infância, era uma pessoa forte, lindamente forte e sonhadora. E nunca a vi se queixar de nada, nem se lastimar ou se lamentar devido as suas limitações.
Uma menina-moça bem humorada, vaidosa, carinhosa e muito leal em suas amizades. E vivemos bons momentos juntos, pois perto dela todos nós esquecíamos aquelas idiotices que às vezes nos faziam chorar e se lamentar, como uma espinha que aparecia antes de uma festa programada, ou o paquera que começava a namorar com alguém antes que tivéssemos a chance de nos declararmos. Como sofrer por tão pouco, se tínhamos Rosilene tão forte ali do nosso lado?
Rosi e sua cadeira de rodas, que a pintamos de rosa, sua cor preferida, e que tínhamos prazer em sairmos a empurrá-la "rua acima e rua abaixo". Até o dia em que ela apareceu com a sua cadeira motorizada, tornando-se independente e ganhando o mundo com uma liberdade maior.
Rosi e seus belíssimos bordados, sempre a lhe ocupar o tempo e os sonhos e a lhe render algum dinheiro, para que se sentisse mais independente ainda.
Rosi e o seu imenso amor pela vida, pelas pessoas, por tudo que fosse belo e que indicasse movimento, juventude. E vibramos juntos quando ela passou no vestibular e sofremos juntos quando ela não pôde continuar estudando, pois o prédio da faculdade não era adaptado para cadeirantes e ela não se sentia bem por não poder ser independente também lá na faculdade. Mas que nem isso lhe tirou a felicidade de viver e ela foi ser funcionária pública, trabalhar na secretaria da EJRC, sempre sorridente, afinal retornava para a sua escola do coração, deixando de ser apenas uma ex-aluna.
E vieram as "atribulações da idade adulta", que nos afastam de pessoas que deveríamos estar sempre perto, e passei a ver Rosi tão pouco, mas sempre que a encontrava, ela estava com o seu sorriso largo, seu olhar meigo, sem cobranças, nem perguntas. Sorrindo e acolhendo a mim e a todos que faziam parte da vida dela. 
Rosi que hoje foi para junto de Deus, continuar sua caminhada, agora sem mais necessidade de uma cadeira de rodas, pois com certeza estará amparada por anjos, aos quais, não tenho dúvidas, ela solicitará que estejam todos vestidos de rosa, em variadas nuances, e por conta da sua cara de sapeca e de suas gargalhadas felizes, todos irão concordar imediatamente.
Rosinha, minha doce amiga, seja feliz, jamais esquecerei o exemplo de vida que você deixa para todos aqueles que tiveram a sorte de lhe conhecer. 
Guardarei as doces lembranças de tantos momentos bons que compartilhamos.
Até qualquer dia!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

ANTIGOS E ETERNOS AMORES

Durante o ano de 2010, quando recebi o diagnóstico de que havia desenvolvido vitiligo, demorei a aceitar a vontade de Deus e me senti triste, angustiada e meio deprimida por alguns dias. Chegando até a me isolar, preferir a companhia dos meus livros, filmes, internet.

Entretanto, Deus em sua magnitude, mandou-me a presença de alguns anjos disfarçados de alunos, com os quais desenvolvi um laço de amizade muito forte e sincero. São jovens, quase crianças que me mostraram o quanto é importante ter amigos. E me deram flores, cartinhas, bombons, mensagens e a presença constante em minha vida. 
Com eles, curti todas as datas comemorativas em festinhas que eles organizavam em sala de aula; fizemos inúmeros passeios, viagens, luaus, aventuras, lanchinhos em minha casa, projetos escolares e uma feijoada de despedida. Formamos um grupo denominado GALERA DOS CINCO MINUTINHOS.
A essas crianças, que bem poderiam ser meus filhos, agradeço imensamente a lição que me ensinaram e o amor que me devotaram num momento tão difícil de minha vida. Hoje são ex alunos, porém serão sempre MEUS SOBRINHOS QUERIDOS DAS TURMAS DOS 3º MÉDIO A e B DE 2010. 
Onde quer que estejam agora, recebam todo o meu amor e admiração, em especial à GALERA DOS CINCO MINUTINHOS. Beijos da TIA CIDA.